“— Quem é você?
— Eu já nem sei, senhor. Mudei tantas vezes desde hoje de manhã.”
Alice no País das Maravilhas. 
“Eu odiava sair de casa. Toda vez que eu saia para fazer algo com os amigos me sentia descolado, sabe? Me sentia totalmente fora do assunto. Eles conversavam sobre política, gastronomia, faculdade, música, futebol, basquete, jogos de boliche e mais um monte de baboseiras; eu não falava nada, nunca tinha assunto mesmo, então permanecia quieto. Alguns dos meus amigos até me perguntavam por quê que eu nunca saia de casa, e eu apenas respondia que preferia ficar sozinho e dormir. Eles me achavam um lunático. E eu era mesmo, e ainda sou. Eu sou apenas mais um maldito solitário, que vive a maior parte do tempo dormindo, mas gosto de ser assim, gosto desse meu jeito, me acho super interessante por não precisar de ninguém, e é isso que me deixa realmente feliz. Se hoje sou uma pessoa feliz, é porque nunca precisei de ninguém, e me sinto super satisfeito por isso.”
Raphael Henrique, Desalentou. 
“É estranho começar a falar de mim ou sentimento, mas uma hora as coisas parecem não fazer mais sentido e o que parecia certo começa a se tornar errado, as palavras já não mais parecem ser as corretas a serem usadas, o som do vento se torna temeroso junto com a solidão. O amor vai deixando de ser visto pelas pessoas e vira algo recluso a apenas um ser, tanto o coração quanto o cérebro tendem a entrar em colapso um querendo falar mais alto que o outro e então o ser começa a entrar em processo de indecisão e de incertezas que fazem com que o medo do se torne único e permanente. Mas se estou sozinho? Em fato não, pessoas costumam passar por mim todos os dias, sorrisos e olhares. Faço-me em sorrisos, construo-me em desejos e sonhos, e vivo apenas na certeza de que amanhã é outro dia.”
Querido diário? Lucas Andrade. 
“Por isso que você é assim meio louco. Não teve amor. Todo mundo precisa ser amado. Isso arruinou com você.”
Charles Bukowski.  
“Com o tempo a vida vai esquecer e aceitar.”
Maré.   
“Noite passada me senti extremamente sozinho, Zé, peguei o telefone e disquei aleatoriamente todos os números da minha agenda, na esperança de alguém atender e conversar comigo, eu precisava muito desabafar, Zé, mas ninguém atendeu.”
E agora, Zé?  
“Que eu possa tomar banho de cachoeira. Que eu seja a vontade de rir. Que eu possa chorar ao assistir filmes. Que transforme a raiva em vontade de me entender. Que eu possa soltar os vaga-lumes que prendi em potes. Que eu me lembre de ser feliz enquanto ainda estou vivo.”
Fabrício Carpinejar. 
“— Quem não procura, não sente falta.
— Engano seu. A saudade é grande, mas o orgulho é ainda maior.”
Caio Fernando Abreu.   
“O mundo quebrará seu coração de dez maneiras diferentes, isso é uma certeza.”
O Lado Bom da Vida  
“Tem sido assim. Me abrigo junto a cacos que se espalham pelo chão, junto com o sangue que se esparrama da única parte que ainda esta viva, do pequeno pedaço que ainda insisto em chamar de coração. Asseguro-me na certeza de que o sorriso não será afetado pela pequena parte de mim que esta danificada. Tem sido assim, pelo dia sorrio e pela noite choro as únicas lembranças que ainda me resta de você.
Partes de um coração quebrado. Perfeita solidão.
“Tem sido assim. Me embriago de poesia, todo santo dia, até tarde da noite. Há rotina amanhã, houve ontem e depois de amanhã também haverá. Estou vivendo de porres. Palavras e mais palavra, em série, compulsivas, lidas e redigidas, prosa ou poesia. Há um peso em mim que preciso aliviar, há coisas que preciso expurgar. Alivio, expurgo, embriago-me. Já é tarde da noite e não sei mais o que fazer senão o que estou a fazer: escrever.”
Daniel Matos
“Tenho amor incondicional pelas pessoas que entram em minha vida e sinceramente, não sei o quanto isso é bom nos dias atuais. Talvez esse seja meu pior defeito.”
Cazuza.   
“O celular tocou, era uma mensagem. O conteúdo era pequeno, dizia apenas “saudades”. Olhei o remetente e sorri de canto, mas não pelo motivo que você está pensando. Meu coração, quase parado lá dentro, sorriu comigo e disse: Que engraçado. Eu nem lembrava mais de você.”
Casebre.   
“Você vai, eu fico, você volta, e eu estou aqui.”
Gabriel Batista, ensinou. 

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